MINHA CASA, MINHA VIDA RESPONDE POR 60% DOS IMÓVEIS NOVOS VENDIDOS EM SP
O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) segue como protagonista do mercado imobiliário em São Paulo. De acordo com a última Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP, 60% dos imóveis residenciais novos vendidos na capital paulista no acumulado de agosto de 2024 a julho de 2025 foram enquadrados no programa.
Nesse período, 117,7 mil unidades novas foram comercializadas, somando um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 58,2 bilhões, alta de 9% em relação ao ano anterior. Em julho, as vendas de apartamentos (6.154 unidades) superaram os lançamentos (5.724), indicando que o estoque de imóveis está sendo absorvido rapidamente – sinal de um mercado saudável e com demanda aquecida, especialmente para moradias de menor custo.
No ABC Paulista há um déficit de projetos do minha casa minha vida, onde acabam tendo poucas opções, e as que tem são apenas faixa 3 e 4 do programa, dificultando a busca por apartamento.
Desafio dos juros altos
Apesar do bom desempenho, o setor ainda enfrenta o peso da taxa Selic elevada, que encarece o crédito e pode frear o ritmo de crescimento. Especialistas apontam que um ajuste fiscal mais consistente poderia abrir caminho para a redução dos juros, estimulando ainda mais as compras de imóveis.
Impacto direto na moradia do brasileiro
A relevância do Minha Casa, Minha Vida não se restringe a São Paulo. Em âmbito nacional, o programa tem contribuído para a redução do déficit habitacional. Segundo a Fundação João Pinheiro (FJP), o Brasil registrou em 2023 o menor déficit habitacional relativo da história, passando de 10,2% em 2009 (ano de criação do programa) para 7,6%.
Entre 2022 e 2023, a quantidade de famílias sem casa própria caiu 3,8%, saindo de 6,21 milhões para 5,97 milhões de domicílios. A queda foi mais expressiva nas regiões Nordeste (-7,2%), Norte (-5,7%) e Sudeste (-5,3%), enquanto o Centro-Oeste foi a única região com aumento (17,5%).